sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Homo Erectus


Homo erectus é uma espécie extinta de hominídeo que viveu entre 1,8 milhões de anos e 300 000 anos atrás

Eles mediam entre 1,30 e 1,70 m de altura, e seu volume craniano era entre 750 e 1250 cm³, um aumento de cerca de 50% em relação ao seu ancestral Homo habilis. Seus esqueletos fósseis datam de cerca de 1,5 milhão de anos atrás, e foram encontrados principalmente na África.
Habitantes de cavernas, produziam e usavam ferramentas bem mais elaboradas (como machados de mão), que representam a primeira ocorrência no registo fóssil de um design consciente. Acredita-se que produziram ferramentas de madeira e armas, mas não foram preservadas. Foram provavelmente os primeiros a usar o fogo, e a iniciar uma migração do continente africano para diversas regiões. Sua alimentação era de: vegetais, frutas, folhas,raízes e animais.

O Primeiro Homo Erectus encontrado
O mais antigo registro do Homo erectus foi encontrado pelo holandês Eugéne Dubois (1858-1940), numa margem do rio Bengawan Solo em Trinil, região central de Java. Foram encontrados restos fossilizados com 1,8 e 1,0 milhões de anos em África (p.ex., Lago Turkana e Desfiladeiro Olduvai), Europa (Geórgia), Indonésia 


Evolução

Desde o descobrimento do Homo erectus, os cientistas questionam se esta espécie era um antepassado direto do H. sapiens, devido ao fato das investigações feitas não eram suficientes para chegar-se a tal conclusão. As últimas populações de H. erectus - tais como as do rio Bengawan Solo, em Java - podem ter vivido há apenas 50 000 anos, simultaneamente com populações de H. sapiens, e se descarta que que este tenha evoluído a partir destas últimas populações de H. erectus. Ainda que populações anteriores de H. erectus asiáticos poderiam ter dado lugar ao H. sapiens, hoje se considera mais provável que este evoluiu na África, provavelmente de populações africanas de H. erectus. Portanto, os primeiros H. sapiens teriam migrado desde o nordeste da África, há menos de 100 000 anos, até a Ásia, onde talvez tenha se encontrado com os últimos H. erectus.
Quanto à possível filogenia do Homo habilis ter dado origem ao H. erectus, não parece provável de um modo direto, pois existiria com maior probabilidade uma ligação destas espécies com o H. rudolfensis. Tudo indica que os H. habilis viveram na África até mais ou menos 1 440 000 anos, significando uma coexistência com H. erectus por um lapso de uns 500 000 anos.
Uma espécie que aparentemente descende tardiamente do Homo erectus é o pequeno Homo floresiensis.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Homo Habilis


Homo habilis é uma espécie de hominídeo que viveu no princípio do Plistocénico (1,5 a 2 milhões de anos). Os primeiros fósseis de H. habilis foram descobertos na Suazilândia em 1964 por Louis Leakey e seus colegas.
Esta espécie é, das pertencentes ao género Homo, a que menos se parece com o H. sapiens, com braços proporcionalmente muito mais longos, cavidade craniana menor e morfologia geral similar aos Australopithecus. O H. habilis foi o primeiro a construir e utilizar ferramentas de pedra lascada, o que lhe valeu o nome específico: habilis, o habilidoso. Suas ferramentas eram feitas de ossos, madeira, e principalmente a pedra (lascada).
Atualmente a maioria dos cientistas considera que o H. habilis é um antepassado directo do homem moderno, mas esta opinião não é consensual. A própria classificação desta espécie, bem como do H. rudolfensis no género Homo tem vindo a ser muito discutida até os dias atuais.
Há evidências de que o H. habilis era um predador mas também presa, nomeadamente do Dinofelis, um felino da sub-família extinta Machairodontinae.

Ficheiro:Homo habilis.JPG
Representação do Homo Habilis
NomeHomo habilis
Época: Plioceno
Local onde viveu: África
Peso: Cerca de 30 a 40 quilos
Tamanho: 1 metro de altura
Alimentação: Onívora

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Australopiteco


Ficheiro:Austrolopithecus africanus.jpgOs australopitecos (Australopithecus) (Latim australis "do sul", Grego pithekos "macaco") constituem um género de diversos hominídeos extintos, bastante próximos aos do género Homo e, dentre eles, o A. afarensis e o A. africanus são os mais famosos. O A. africanus, primeiro descrito por Raymond Dart, com base no "crânio Infantil de Taung", datado em 2,5 a 2,9 milhões de anos, foi considerado durante muito tempo o ancestral direto do género Homo (em especial da espécie Homo erectus).
As descobertas recentes de outros fósseis de hominídeos, mais antigos que o A. africanus e que, contudo, parecem pertencer ao género Homo, colocaram em dúvida aquela teoria: ou o género Homo se separou do Australopithecus anteriormente do que se pensava (o ancestral comum mais antigo que se conhece pode ser o A. afarensis ou outro ainda mais antigo), ou então ambos se desenvolveram independentemente a partir dum outro ancestral comum, ainda desconhecido.
Os australopitecíneos parecem ter aparecido há cerca de 3,9 milhões de anos. Os cérebros da maior parte das espécies de Australopithecus conhecidas eram sensivelmente 35 % menores que o do Homo sapiens e os próprios animais tinham pequeno tamanho, geralmente não mais de 1,2 m de altura. O nome significa “macaco austral”.
O registo fóssil parece indicar que o género Australopithecus é o ancestral comum do grupo de hominídeos distintos reconhecidos nos géneros Paranthropus e Homo. Ambos géneros eram formados por seres mais avançados no seu comportamento e hábitos que os Australopithecus, que eram praticamente tão bípedes como os chimpanzés. Contudo, apenas os representantes do género Homo viriam a desenvolver a linguagem e a aprender a controlar o fogo.
Apesar de haver diferenças de opinião a respeito das espécies aethiopicus, boisei e robustus deverem ser incluídas no género Australopithecus, o consenso actual na comunidade científica é de que eles devem ser colocados no género Paranthropus, que se pensa ter-se desenvolvido a partir do ancestral AustralopithecusParanthropus, que é mais maciço e robusto e também morfologicamente diferente dosAustralopithecus, com a sua fisiologia especializada, deve ter tido um comportamento bastante diferente do seu ancestral.
Locais onde foram descobertos fósseis de Australopithecus